quinta-feira, 18 de maio de 2017

SEGURANÇA NO MANUSEIO DE EMBALAGENS METÁLICAS DE PRODUTOS INFLAMÁVEIS

Olá,

Assunto sério sobre segurança!

Precisamos orientar nossos amigos profissionais quanto ao risco que correm ao manusear, reutilizar e adaptar embalagens que armazenam ou armazenaram produtos inflamáveis, muitas vezes vemos pessoas sem orientação fazendo "proezas" e é nosso dever orientar os desorientados! Imagina essa simulação do vídeo acontecendo na real em sua empresa! Não nem imaginem... orientem, treinem, avisem e oriente novamente, nunca é demais!!!




terça-feira, 9 de maio de 2017

CÁLCULO DE APLICAÇÃO DE CAMADA DE CROMO EM ÁREAS CILÍNDRICAS

Olá,

Muita gente tem dúvida quanto a como calcular previamente a camada que irá ser aplicada a uma peça de geometria cilíndrica, para determinadas finalidades como por exemplo hastes de amortecedores, cilindros espelhados, recuperação de diâmetros, peças sujeitas a alta abrasão, para essas e outras o cromo não é somente decorativo, é necessário que sejam aplicadas altas camadas para que possa realizar retífica pós cromagem, polimento, espelhamento entre outros processos.

Vou demonstrar o modo como eu calculo, e dá certo!... Para isso as variáveis do banho devem estar controladas, alguns contaminantes interferem no tempo e qualidade de aplicação e podem por a perder todo o esforço feito para alcançar o resultado.

Os tanques para aplicação de cromo em áreas cilíndricas são verticais ou horizontais, para cada tipo de tanque aplica-se um cálculo para se obter a camada, pois a área do cilindro em contato com o banho pode mudar de acordo com o equipamento.

Nos tanques verticais o cálculo é bem simples, veja a ilustração que fiz:

























Contantes:
Densidade de Corrente: 45A/dm² a 60 A/dm²
Fator Conversão de unidade: 20000

Supondo que um cilindro de corpo 1100 mm x diâmetro 250 mm vai ser cromado a 60 A/dm², o cálculo ficaria:  

Diâmetro x corpo x 3,1416 x 60  = (A)    então:  250 mm x 1100 mm x 3,1416 x 60 A/dm²   =   2591,82 A        
                       20000                                                                                       20 000 

Deverá ser aplicado nesse cilindro a corrente elétrica de 2591,82 Amperes, mais ainda temos que prever a camada que queremos aplicar e a velocidade de deposição que seu banho possui, ou seja o tempo que vai ficar em processo! 

No caso de processos verticais (em tanques), a imersão do corpo a ser cromado é 100% no banho, os anodos de chumbo atuam em toda a área da superfície ao mesmo tempo. Se seu banho é catalizado, o tempo de processo é menor pois a velocidade de deposição varia entre 0,9 a 1,5 micra/minuto, pior e melhor condição de eletrólito respectivamente. Digamos também que a camada que gostaríamos fosse de 0,1mm (1 décimo), sendo assim:

Adotamos 1,0 micron por minuto, 10 micra são 0,01mm (um centésimo), seria então 100 micra para obter essa medida de 0,1mm, ok!

Olha, em um tanque que aplica cromo a essa velocidade ficaria fácil né, 100 minutos ou 1h e 40min.

Os banhos de cromo convencionais atuam em uma velocidade entre 0,4 a 0,6 micra/minuto, ai aplica a regra de 3 pra ajudar.

Adota 0,5 micra/minuto, então: 

0,5  micra ➞ 1 minuto
100 micra ➞ X minutos 

100 x 1 / 0,5 = 200 minutos ou seja 3h e 33 minutos em processo.


Nos processos horizontais, a imersão do corpo a ser cromado é de 50% no banho, ou seja, a rotação do cilindro alterna a área em contato com o banho, os anodos de chumbo atuam parcialmente na área da superfície, então para se obter a mesma camada é preciso dobrar o tempo para cada situação de banho (catalizado ou convencional).

A aplicação em cilindros rotográficos é bem mais controlada, os equipamentos de hoje são automáticos, com parâmetros precisos que mantém a temperatura, a corrente varia muito pouco ao longo do processo, enfim o melhor dos mundos, assim só é necessário programar a camada que você quer que seja aplicado e ao final o equipamento te entrega o cilindro lavado! Bom né. 

Para cada tipo de processo é necessário avaliar as condições, variáveis como limpeza dos anodos, distância dos anodos da peça, limpeza dos barramentos, temperatura, concentrações, contaminantes entre outras também influência no tempo e qualidade da aplicação da camada.

Cito que para descobrir a velocidade de deposição do seu processo primeiramente é necessário corrigir qualquer variável, quem possuir laboratório interno pode simular o processo em um teste de bancada, medir o diâmetro da peça antes e depois, cronometrar para descobrir tal,  quem não tiver, a alternativa é solicitar ao seu fornecedor de produto que realize o teste em seus laboratórios. Outra alternativa ainda, se tiverem uma peça e puderem fazer o teste no próprio processo também resolve.

Em caso de dúvidas com relação a esse tópico ficarei a disposição. 

Obrigado pela leitura.





segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CROMO E SUAS VARIAÇÕES DE BRILHO


Nesse post vou citar algumas aplicações e finalidades das variáveis que conseguimos trabalhando a superfície de um cilindro gravado para processos distintos, alterando o brilho da peça pelo processo de cromo aplicado.

Quando pensamos em peças cromadas já vem aquela peça bonita e brilhante na nossa mente não é? Mas o cromo pode e é muito aplicado em situações onde não necessariamente aquele brilho é o fator principal, vou esclarecer..


O brilho da superfície de um cilindro gravado que é submetido a aplicação em um substrato transferindo sua gravação por aquecimento, também transfere o brilho de sua superfície, um exemplo é o couro sintético, que a gravação imita a pele de animais, resumidamente falando, aquela gravação é produzida com um tecido sintético que passa sob pressão entre dois cilindros, um gravado e outro não, o cilindro gravado que em muitos casos possui sistema de aquecimento interno por óleo ou água transfere a gravação para o tecido sintético, neste caso o brilho desse cilindro precisa estar em uma faixa aceitável, que não transfira tanto brilho para o tecido por que o consumidor final não quer sair com uma jaqueta que parece uma estrela, de tanto que brilha não é? Fora que é possível a pessoa com essa jaqueta cause um acidente no transito pelo reflexo que causa não é.. rs... Ninguém quer isso! Vou dar outro exemplo.. Forro de portas, tecidos de teto e quebra sol de carros, também aquelas lonas de caminhão! Se bater sol e o material transferir brilho já viu, reflexo em seus olhos! Por isso a indústria que produz esses cilindros precisa controlar o brilho da superfície cromada, para isso utiliza-se equipamentos que medem essa faixa de brilho chamada GU (Gloss Unit) unidade de brilho em inglês. O aparelho mede o reflexo emitido da superfície em ângulos de 20°, 45°, 60°, 75° e 85° dependendo do material que é medido, em uma escala que inicia em 0,1 GU a 900 GU ou até mais em cilindros espelhados. Quanto menor o valor em GU, menos brilho e vice versa.

Para obter diferentes tonalidades de brilho é necessário controlar parâmetros no processo, onde a temperatura, densidade de corrente e tempo são os mais importantes.

Da esquerda para direita exemplos de tonalidades no cromo que é possível obter, percebe-se que o 1° cilindro da esquerda é mais brilhante GU entre 11.0 a 20.0. O 2° cilindro GU entre 5.0 a 10.0. O 3° cilindro GU entre 1.2 a 2.0 e o 4° cilindro variando entre 0.4 a 1.1 GU.
Cada tonalidade tem sua finalidade específica, algum material específico que será empregado. No mundo dos cilindros existem processos que nem imaginávamos que existiam, muito deles complexos e outros nem tanto. Espero que tenham gostado dessa primeira publicação e claro, dentro desse assunto ainda existe muito a ser explicado porém não convém entrar em detalhes técnicos se o foco é informar a existência do processo!