Nesse post vou citar algumas aplicações e finalidades das variáveis que conseguimos trabalhando a superfície de um cilindro gravado para processos distintos, alterando o brilho da peça pelo processo de cromo aplicado.
Quando pensamos em peças cromadas já vem aquela peça bonita e brilhante na nossa mente não é? Mas o cromo pode e é muito aplicado em situações onde não necessariamente aquele brilho é o fator principal, vou esclarecer..
O brilho da superfície de um cilindro gravado que é submetido a aplicação em um substrato transferindo sua gravação por aquecimento, também transfere o brilho de sua superfície, um exemplo é o couro sintético, que a gravação imita a pele de animais, resumidamente falando, aquela gravação é produzida com um tecido sintético que passa sob pressão entre dois cilindros, um gravado e outro não, o cilindro gravado que em muitos casos possui sistema de aquecimento interno por óleo ou água transfere a gravação para o tecido sintético, neste caso o brilho desse cilindro precisa estar em uma faixa aceitável, que não transfira tanto brilho para o tecido por que o consumidor final não quer sair com uma jaqueta que parece uma estrela, de tanto que brilha não é? Fora que é possível a pessoa com essa jaqueta cause um acidente no transito pelo reflexo que causa não é.. rs... Ninguém quer isso! Vou dar outro exemplo.. Forro de portas, tecidos de teto e quebra sol de carros, também aquelas lonas de caminhão! Se bater sol e o material transferir brilho já viu, reflexo em seus olhos! Por isso a indústria que produz esses cilindros precisa controlar o brilho da superfície cromada, para isso utiliza-se equipamentos que medem essa faixa de brilho chamada GU (Gloss Unit) unidade de brilho em inglês. O aparelho mede o reflexo emitido da superfície em ângulos de 20°, 45°, 60°, 75° e 85° dependendo do material que é medido, em uma escala que inicia em 0,1 GU a 900 GU ou até mais em cilindros espelhados. Quanto menor o valor em GU, menos brilho e vice versa.
Para obter diferentes tonalidades de brilho é necessário controlar parâmetros no processo, onde a temperatura, densidade de corrente e tempo são os mais importantes.
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Da esquerda para direita exemplos de tonalidades no cromo que é possível obter, percebe-se que o 1° cilindro da esquerda é mais brilhante GU entre 11.0 a 20.0. O 2° cilindro GU entre 5.0 a 10.0. O 3° cilindro GU entre 1.2 a 2.0 e o 4° cilindro variando entre 0.4 a 1.1 GU.
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Cada tonalidade tem sua finalidade específica, algum material específico que será empregado. No mundo dos cilindros existem processos que nem imaginávamos que existiam, muito deles complexos e outros nem tanto. Espero que tenham gostado dessa primeira publicação e claro, dentro desse assunto ainda existe muito a ser explicado porém não convém entrar em detalhes técnicos se o foco é informar a existência do processo!